Resolução de conflitos
- A - Sabedoria em como lidar com queixas.
A palavra de Deus diz, “se
possível, quanto depender de vós, tende paz com todos os homens.”(Rm.12:18).
Quando um conflito surge, geralmente há um ofensor e um ofendido. Devemos nos
lembrar de considera-los igualmente, sem favoritismo diante do Senhor. Não
devemos pré-julgar a nenhum dos dois, mas estar abertos a ambos, “Esforçando-nos
diligentemente. Por preservar a unidade do Espírito no vínculo da paz.” (Ef.4:1-3)
Na maioria das vezes, ninguém
agiu com malícia, pelo contrário, um ou mais crentes agiram inocentemente ou
sem sabedoria e feriram uma ou mais pessoas.
No Reino somos chamados a viver e
trabalhar juntos em humildade e harmonia. Quando conflitos surgem, nosso objetivo
é trazer reconciliação e liberação para que ambas as partes possam continuar
servindo no Reino de Deus. Não devemos entrar em resolução de conflito
procurando alguém para culpar ou punir. Devemos procurar restauração.
Nós devemos ter paciência e tolerância
uns com os outros quando temos opiniões e prioridades diferentes.
B - Todos precisamos perdoar.
O processo de reconciliação dado
abaixo não significa a remoção da necessidade de perdão. Se pessoas ofendidas,
ou até mesmo profundamente feridas, elas necessitam perdoar quem as ofendeu.
Isto é necessário para sua própria cura e restauração.
José é o nosso exemplo em como
perdoar quando coisas terríveis são feitas contra nós. José foi injustamente
tratado pela sua família, seu patrão, e seu governo. Mas, ainda assim, ele foi
capaz de perdoar e permitiu que Deus usasse aquelas situações para trazer bênçãos
para sua vida.
Todos os envolvidos precisarão
perdoar uns aos outros. (Mt.6:14-15 / Lc.17:3-4 / Ex.:Lc.23:34 e At.7:60 / Cl.3:13-15
/ Ef.4:32)
Como Perdoar:
“Ser cristão é perdoar o indesculpável,
porque Deus perdoou o indesculpável em você.” (C.S.Lewis)
Rm.5:6-8 / Hb.12:3-13 /
Mt.5:43-45
A maioria dos conflitos envolve
questões de discórdia bem como problemas de relacionamento. Nossa preocupação
maior é restaurar o relacionamento, não obstante a dificuldade que existe em
resolver questões envolvendo desavenças pessoais. Cada indivíduo deve ser
encorajado a discordar cordialmente, conforme a palavra de Deus que diz. “...preservar
a unidade do Espírito no vínculo da paz...até que todos chegamos à unidade da
fé e pleno conhecimento do filho de Deus.”(Ef.4:3)
Se chegarmos ao extremo na qual
não há de fato as confissões de pecado e o perdoar. Ler Mt.18:15-17 e
Mt.18:23-35
Ambas as partes devem ser
consideradas “inocentes” até provar o contrário.
Sugestão do processo para mediador seguir:
- Mediador ouve pessoa 1 por
certo tempo, quanto for preciso, depois pergunta. “O que você sente que é a
solução?”
- Mediador ouve pessoa 2 por
tanto tempo, quanto for preciso, depois pergunta, “o que você sente que é a
solução?”
- Mediador comunica a pessoa 1 as
preocupações e desejos da pessoa 2 e vise e versa.
Obs.: Esses primeiros passos
devem ser feitos em sessões individuais.
Esse processo longo permite que
haja tempo suficiente para um processo de clarificação de assuntos e a ajuda a
diminuir a emoção relacionada com a situação, uma vez que os indivíduos sentem-se
“ouvidos”.
- Depois de dar tempo para a
situação esfriar, o mediador pergunta a cada pessoa se eles se sentem confortáveis
em terem uma reunião juntos.
- Quando ambas as partes
estiverem juntas, o mediador pergunta se eles tem a permissão de compartilhar
as frustrações e soluções de cada parte expressadas à ele. Isto não deve ser
imposto, mas pedido permissão.
- Após o mediador ter
compartilhado ambos os lados, ele pede ajuda a ambas as partes para encontrar
uma solução aceitável a ambos, entendendo que deve haver o desejo de negociar e
que provavelmente nenhuma das patês vai ganhar 100%.
Ambas partes devem sentir que
foram “ouvidas” e que suas ideias contribuíram para a resolução proposta.
Reconciliação: Reunir novamente
em amor ou amizade; induzir alguém a aceitar algo que discorda; chegar a um
acordo conciliatório em relação às diferenças.
Importante: Traços de caráter de
sabedoria e piedade são necessários em tais pacificadores, além de confidencialidade
e imparcialidade.